
"Noooossa, está fazendo tanto frio assim? De onde vocês vieram?"

A ida ao Jardim Botânico foi uma das mais desejadas. A expectativa confirmou-se além do imaginado. Criado em 1991, o Jardim é detentor de um cenário belíssimo que nos contempla com o mais puro tom de verde que reflete vigor, vida e prazer. Eu fiquei encantada com a estufa de vidro e metal. Coisa mais linda. A exuberância do Jardim é uma poesia para a alma. Eu recomendo o passeio. Uma dica para mulheres: Sem sapatos com saltos. A estrutura do piso de metal da estufa é vazado. Quem desiste de subir o andar superior da estufa perde a oportunidade de avistar o Jardim do alto. E na minha humilde opinião, é o melhor do passeio.

O Museu Ferroviário é uma história à parte. E põe história nisso. Esse museu foi construído numa antiga estação. È onde a história se confunde com a modernidade. O museu fica dentro de um shopping: O Shopping Estação. Esse shopping tem um ar diferente. Contém história impregnada nas paredes. Um exemplo de que em Curitiba não existem construções desperdiçadas. Para tudo se encontra um propósito. Goste ou não. Voltando ao shopping...
Tá ok, sair em viagem para se encarcerar no ambiente isolante de um shopping quando há um mundão de coisas a serem vistas, é nonsense...também acho. Mas, quando viajamos de corpo, alma e espírito acabamos por abolir intransigências...tudo vale, se a alma não é pequena. De modo que vale a pena uma chegadinha no Shopping estação. Além do museu ferroviário, há o Espaço do perfume. Primeiro museu brasileiro do perfume. Inspirado nos moldes europeus oportuniza a viagem dos sentidos. Um tratado sobre as pessoas e as recendências que elas remetem. A tecnologia de fones de ouvido e outras tantas para sentirmos os cheiros que cada perfume exala nos são oferecidas. Pode-se também assistir a um pequeno filme cujo intuito é propiciar o resgate da memória olfativa, ou seja, a partir de momentos significativos da infância, adolescência e vida adulta, cheiros característicos de cada fase podem ser percebidos. O Shopping Estação é diferente por respirar cultura. Faz parte do Estação Cultura: Espaço do Boneco, Espaço do Perfume, Estação Natureza, Museu da Farmárcia, Museu Ferroviário, Teatro de Bonecos Dr. Botica, Teatro Regina Vogue.
Teatro Paiol – antigo paiol de pólvora construído em 1906 virou, em 1971, um teatro. Não desci para conhecê-lo de perto, mas, a construção antiga é convidativa. Segue a música Paiol de pólvora de autoria de Vinícius de Moraes feita justamente para ocasião da inauguração.



Praça Tiradentes - Uma balbúrdia gostosa de gente indo e vindo. Uma praça linda e importante. Trata-se do marco zero de Curitiba. O local abriga feirinhas com muitos badulaques, coisinhas e lembrancinhas de viagem. O cenário é ornado com uma majestosa Igreja: A Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz. Construída em estilo neo-gótico, a catedral foi restaurada no ano de seu centenário, 1993. Impossível resistir à sua beleza sacra. Por dentro é mais bonita ainda. A praça não seria a mesma sem ela.
Artistas de rua apresentando um Auto de Natal em pleno calçadão da Rua das Flores.





Bem Vivi, sou suspeita para falar algo sobre Curitiba, pois tenho paixão por essa cidade. Sendo assim, procurarei me conter para não exagerar nos comentários. Já é a segunda vez que vou a essa cidade. Quando da primeira vez, não tive a oportunidade de explorar os seus pontos turísticos mais conhecidos.
Curitiba é renovada por cenários belíssimos. Sua arquitetura enche o olhos e a mim impressionou precisamente pela conjunção entre o antigo e o novo. O atributo da mescla é que tornou a cidade inspiradora aos meus olhos: além da combinação arquitetônica de outrora e de hoje, vemos a mistura do campestre com o citadino, da cultura europeia com a cultura brasileira e nesse caldeirão cultural vemos ebulir a riqueza da cidade de maneira muito bonita e singular. Há muito para se ver em Curitiba e o interessante é elaborar um roteiro para não se perder em meio a tantas opções turísticas oferecidas por lá. Bem, é aí, Rê? Qual é a boa de Curitiba para você?